Estado Islâmico deixa complexo em Ramadi após ofensiva iraquiana

27/12/2015 13h31 - Atualizado em 27/12/2015 13h31

Prédio governamental era última fortaleza dos jihadistas na cidade.
Retomada de Ramadi seria maior vitória do Iraque contra o grupo.

Do G1, em São Paulo

Soldados iraquianos em veículo blindado vigiam rua de Ramadi, onde combatem o grupo Estado Islâmico (Foto: STR/France Presse)
Todos os combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) deixaram neste domingo (27) um complexo governamental estratégico da cidade de Ramadi, que as forças iraquianas tentavam recuperar, declarou um porta-voz das forças de elite antiterroristas.
"Todos os combatentes do Daesh (acrônimo em árabe do EI) partiram. Não há resistência", declarou à AFP este porta-voz, Sabah al-Numan, informando que a região ainda precisa ser limpa das minas e armadilhas explosivas instaladas por militantes do EI antes de sua fuga.

O complexo governamental em Ramadi era a última fortaleza do Estado Islâmico na cidade. A recaptura do local seria uma das vitórias mais significativas para as Forças Armadas Iraquianas desde que o EI ocupou um terço do país em 2014.
"Estamos vendo vários corpos de Daesh, mortos nos ataques aéreos ao complexo", disse Sabah al-Numani.
As forças do governo iraquiano estão sendo apoiadas por forças aéreas da coalisão internacional liderada pelos Estados Unidos. Milícias xiitas apoiadas pelo Irã, que tem tido uma importante participação na ofensiva contra o Estado Islâmico, tem sido mantidas afastadas dos campos de batalha em Ramadi para evitar tensões sectárias, segundo a Reuters.
Se a ofensiva em Ramadi tiver sucesso, será a segunda cidade importante retomada do EI depois de Tikrit, em Abril. Oficiais informaram que a cidade ser[a entregue a polícia local e a forças tribais sunitas locais depois que a retomada for assegurada.
Depois de Ramadi, as Forças Armadas planejam a retomada de Mosul, no norte do país, o maior centro populacional sob controle do EI no Iraque e na Síria. Desalojar os militantes de Mosul, que possuía antes da guerra uma população de 2 milhões de pessoas, irá efetivamente abolir a estrutura do Estado Islâmico no Iraque e privá-los de uma das duas principais fontes de recursos, o petróleo e taxas e impostos pagos pela população.

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