08/03/2016 19h13
- Atualizado em
08/03/2016 19h39
Data foi acertada pelo presidente da Corte com o ministro relator do caso.
Deputados de oposição se reuniram com Lewandowski para pedir agilidade.
Data foi acertada pelo presidente da Corte com o ministro relator do caso.
Deputados de oposição se reuniram com Lewandowski para pedir agilidade.
Renan Ramalho
Do G1, em Brasília
O Supremo Tribunal Federal
(STF) marcou para a próxima quarta-feira (16) o julgamento de recursos
contra decisão da Corte que alterou o rito do impeachment no Congresso
Nacional. A data foi acertada pelo presidente da Corte, ministro Ricardo
Lewandowski, em conjunto com o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso.
Mais cedo, deputados que se opõem à presidente Dilma Rousseff se reuniram com Lewandowski para pedir agilidade na decisão.
Nesta terça, o STF publicou o acórdão da decisão (sentença), que abre
prazo até domingo (13) para apresentação de recursos. Depois disso,
Barroso tem a opção de abrir novo prazo para colher manifestação de
outros órgãos. Só depois o julgamento poderá ocorrer.
No fim do ano passado, o STF anulou a eleição de uma chapa alternativa
de deputados, não indicados por líderes, para a compor a comissão
especial que analisará as acusações contra Dilma. O grupo era
majoritariamente formado por opositores da presidente.
Os ministros ainda proibiram a votação secreta para escolha dos membros da comissão e ainda deram ao Senado o poder de recusar a abertura do processo, mesmo após autorização da Câmara.
Ainda na noite desta terça, a Câmara reapresentou o recurso que havia
protocolado no início de fevereiro contra a decisão. O procedimento não
interfere na data, mas garante que o recurso seja levado em conta pelos
ministros, já que alguns levantam dúvida sobre a possibilidade de que
ele seja apresentado antes do acórdão.
'País tem pressa', diz relator
Mais cedo, nesta terça, Barroso afirmou que o "país tem pressa", quando questionado sobre uma definição a respeito do prosseguimento do processo.
Mais cedo, nesta terça, Barroso afirmou que o "país tem pressa", quando questionado sobre uma definição a respeito do prosseguimento do processo.
"Não é uma questão de governo ou de oposição. O país tem pressa. É
preciso ter regras claras", disse Barroso, que prometeu celeridade na
análise de recurso da Câmara, que quer explicações sobre alcance da
decisão e se ela atinge outras comissões da Casa.
Nesta segunda, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-AL), afirmou que que a Casa iria reapresentar nesta terça o recurso questionando a decisão do Supremo.
A Câmara recorreu antes da publicação do acórdão, que oficializa a
decisão e permite os questionamentos. Caberá agora a Barroso, relator do
caso, analisar os argumentos da Câmara e preparar um voto para reabrir o
julgamento.


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