10/05/2016 11h43 - Atualizado em 10/05/2016 11h43
Três profissionais da imprensa registraram ocorrência, segundo a Sesp.
Um agressor foi identificado e outro preso em flagrante.
Pelo menos três jornalistas foram agredidos durante a manifestação contra o impeachment no Centro de Vitória, na manhã desta terça-feira (10), segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado (Sesp). O vídeo acima mostra o momento em que um homem agride os jornalistas.
Ainda de acordo com a Sesp, o homem, que deu socos e pontapés nos profissionais, foi identificado e será levado para a delegacia.
Um outro manifestante, ligado ao Sindicato dos Portuários, é suspeito de tentar jogar um rojão de escala 4 em um dos jornalistas. Ele foi preso em flagrante e levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. Camilo de Lelis Santos Cardoso pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado.
Entre os agredidos, estão dois repórteres da Tribuna Geilson Ferreira e Sérgio Porto e André Falcão da TV Gazeta. Os três registraram ocorrência na delegacia.
O vídeo mostra o momento em que os policiais detêm o manifestante que tentou jogar a bomba no repórter da TV Gazeta, que conseguiu desviar.
Sindijornalistas
O Sindicato dos Jornalistas do estado (Sindijornalistas) repudiou a truculência dos manifestantes. "Esses manifestantes que confundem posição das empresas de comunicação com o trabalho legítimo dos trabalhadores jornalistas não merecem estar nas ruas em defesa da democracia. É inaceitável impedir a liberdade de imprensa, um dos pilares da garantia de um país livre e democrático", disse em nota.
O Sindicato dos Jornalistas do estado (Sindijornalistas) repudiou a truculência dos manifestantes. "Esses manifestantes que confundem posição das empresas de comunicação com o trabalho legítimo dos trabalhadores jornalistas não merecem estar nas ruas em defesa da democracia. É inaceitável impedir a liberdade de imprensa, um dos pilares da garantia de um país livre e democrático", disse em nota.
A diretoria do Sindijornalistas também informou que vai pedir a apuração dos fatos e vai processar os responsáveis pelas agressões. "Todos têm direito de manifestação, mas de forma pacifica e responsável", completou a nota.
ANJ
A ANJ lamenta profundamente o que ocorreu porque além de ser um desrespeito a liberdade física das pessoas, a agressão pode claramente ser caracterizada como atentado a liberdade de imprensa. Quando se agride um jornalista se busca calar a imprensa. É uma falta de apreço a liberdade de expressão. A gente espera que tudo seja apurado pela polícia e os responsáveis devidamente punidos nos termos da lei".
ANJ
A ANJ lamenta profundamente o que ocorreu porque além de ser um desrespeito a liberdade física das pessoas, a agressão pode claramente ser caracterizada como atentado a liberdade de imprensa. Quando se agride um jornalista se busca calar a imprensa. É uma falta de apreço a liberdade de expressão. A gente espera que tudo seja apurado pela polícia e os responsáveis devidamente punidos nos termos da lei".
| Protesto em Vitória (Foto: Geraldo Nascimento/ A Gazeta) |
Protesto
Protestos contra o impeachment da presidente Dilma Roussef fecharam duas vias do Espírito Santo, na manhã desta terça-feira (10). As manifestações aconteceram no Centro de Vitória, em frente ao Palácio Anchieta, e no km 7,9, da BR-262, em Viana.
Protestos contra o impeachment da presidente Dilma Roussef fecharam duas vias do Espírito Santo, na manhã desta terça-feira (10). As manifestações aconteceram no Centro de Vitória, em frente ao Palácio Anchieta, e no km 7,9, da BR-262, em Viana.
Os atos são chamados "contra o golpismo, o retrocesso e a retirada de direitos". Na BR-262, o protesto começou às 4h30 e terminou às 8h12. Já no Centro de Vitória começou às 6h e terminou por volta das 8h40.


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